Cientista da Califórnia estuda os efeitos da oxitocina, o hormônio do amor. Pesquisa analisa como a química do cérebro pode influenciar nas decisões.
Jorge Pontual Nova York, EUA
Porque a internet é tão fascinante? Capaz de fazer uma pessoa ficar horas conectada? Afinal, o que acontece no cérebro da gente quando estamos sob o efeito da internet?
A Conecte viajou até Claremont, uma pequena e pacata cidade da Califórnia, a uma hora e meia de Los Angeles, para conhecer as experiências do doutor Paul Zak, um pesquisador que se dedica a um novo ramo da ciência, a neuroeconomia, que estuda como a química do cérebro pode influenciar nossas decisões.
Há dez anos, o pesquisador conseguiu uma autorização do governo para fazer pesquisas com o hormônio oxitocina, que é produzido pelo cérebro em situações de intimidade, como abraços e proximidade da mãe com o filho.
A oxitocina, mais conhecido como o hormônio do amor, é produzido no nosso cérebro e explica porque a mãe se apaixona pelo bebê na hora de dar de mamar e também porque nos apaixonamos por pessoas totalmente estranhas que encontramos na internet.
O repórter Jorge Pontual aceitou ser a cobaia do doutor Zak. “Ele me explicou que eu vou ter que ficar sozinho, acessar a internet durante 15 minutos, nas redes sociais que uso normalmente, mas sozinho pro efeito ser realmente real", conta Jorge.
“Durante 15 minutos eu entrei no Twitter, bati papo com os meus amigos. Entrei no Facebook. Fiz uma nova amiga. Uma pessoa legal que a gente tem coisas em comum. Enfim, foi uma experiência bem legal. Mandei email pros amigos, bati papo com um amigo que está no Rio”, diz o repórter.
Antes de ficar online e depois, foram coletadas amostras do sangue do repórter. “Ele tirou o sangue para comparar o sangue tirado antes e depois de eu ficar 15 minutos nas redes sociais”.
A experiência agradável que o repórter teve nas redes sociais elevou o nível de oxitocina em 5%. Em média, o doutor Zak tem verificado um aumento de até 45%.
No caso do repórter não foi tão alto, segundo Zak, porque o ele é uma pessoa muito sociável e a conversa com o médico antes do teste foi ótima, inundou seu cérebro de oxitocina. Mesmo assim, a sensação de encontrar amigos na internet aumentou ainda mais a quantidade desse hormônio. Isso explica porque é tão prazeroso ficar online.
Uma das experiências mais famosas do doutor Zak é com o jogo da confiança. Metade dos participantes inalou uma dose de oxitocina, a outra metade uma espécie de placebo. Eles não sabem quem recebeu o hormônio.
Os detalhes do jogo são complicados, mas em resumo, cada jogador decide se dá ou não uma quantia de dinheiro a outro jogador. Se for generoso, recebe muito de volta. O que o Doutor Zak comprovou com o teste é que as pessoas com nível mais alto de oxitocina são mais generosas. Confiam mais nas outras.
Para o doutor Zak, o poder da internet de ativar a produção de oxitocina no cérebro tem um lado positivo, causa prazer, mas também pode ser negativo, quando há um uso excessivo. “A oxitocina nos faz sentir relaxados, confortáveis, ou se você preferir, amados. Acho que as pessoas que não tem uma vida social rica fora das mídias sociais, meio que ficam muito presas a elas. Eu acho bom se essa é a melhor oportunidade que se tem para interagir. É ruim se interfere na sua vida diária”.
A abordagem ecológica da cognição permite que alguns temas clássicos da filosofia ou antropologia sejam renovados, sobretudo o tema da razão. A razão não seria um atributo essencial e imutável da alma humana, mas sim um efeito ecológico, que repousa sobre o uso de tecnologias intelectuais variáveis no espaço e historicamente datadas.
Uma boa parte daquilo a que chamamos de “racionalidade”, no sentido mais estrito do termo, equivale ao uso de um certo número de tecnologias intelectuais, auxílios à memória, sistemas de codificação gráfica e processos de cálculo que recorrem a dispositivos exteriores ao sistema cognitivo humano. Não existe apenas uma racionalidade, mas sim formas de raciocínio e processos de decisão fortemente ligados ao uso de tecnologias intelectuais, que por sua vez são historicamente variáveis.
As tecnologias intelectuais, ainda que pertençam ao mundo sensível “exterior”, também participam de forma fundamental no processo cognitivo. Os processos intelectuais não envolvem apenas a mente, colocam em jogo coisas e objetos técnicos complexos de função representativa e os automatismos operatórios que os acompanham.
As tecnologias intelectuais desempenham um papel fundamental nos processos cognitivos, mesmo nos mais cotidianos; para perceber isto, basta pensar no lugar ocupado pela escrita nas sociedades desenvolvidas contemporâneas. Estas tecnologias estruturam profundamente nosso uso das faculdades de percepção, de manipulação e de imaginação. Construímos automatismos (como o da leitura) que soldam estreitamente os módulos biológicos e as tecnologias intelectuais. O que significa que não há razão pura nem sujeito transcendental invariável.
Por A.A.Brasil
fonte: O futuro do pensamento na era da informática, de Pierri Lévy, tradução Carlos Irineu da Costa - UFSC - engenharia da Gestão do Conhecimento
Razão instrumental é um termo usado provavelmente por Max Horkheimer
no contexto de sua teoria crítica para designar o estado em que os processos
racionais são plenamente operacionalizados (Escoa de Frankfurt); à razão
instrumental, Horkheimer opõe a razão crítica.
A razão instrumental nasce quando o sujeito do conhecimento toma a decisão de
que conhecer é dominar e controlar a Natureza e os seres humanos. A razão
ocidental, caracterizada pela sua elaboração dos meios para obtenção dos fins,
se hipertrofia em sua função de tratamentos dos meios, e não na reflexão
objetiva dos fins.
Na medida em que razão se torna instrumental, a ciência vai deixando de ser
uma forma de acesso aos conhecimentos verdadeiros para tornar-se um instrumento
de dominação, poder e exploração, sendo sustentada pela ideologia cinetificista,
que, através da escola e dos meios de comunicação de massa, engendra uma
mitologia - a Religião da Ciência - contrária ao espírito iluminista e à
emancipação da Humanidade.
Professores de universidades federais podem entrar em greve
A partir desta quinta-feira, as aulas podem ser suspensas em
diversas universidades federais do País. Instituições ligadas ao
Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino
Superior) realizam assembleias até amanhã para decidir se vão ou não
aderir à paralisação. Entre as reivindicações, estão a reestruturação da
carreira da categoria e as condições precárias de trabalho, atribuídas à
falta de estrutura nas universidades.
As universidades federais de Campina Grande (PB), Pará, Paraná, Mato
Grosso, Alagoas e algumas instituições de Minas Gerais já confirmaram a
paralisação. Ainda não há números oficiais de quantas universidades vão
aderir ao movimento, mas a previsão é de que mais de 20 instituições
entrem em greve.
Para amanhã está prevista a formação de um Comando Nacional de Greve.
No Brasil, são 64 seções sindicais de 59 universidades federais ligadas
ao Andes.
http://bit.ly/JfBO71
Erika Lovazs
Número de usuários nas redes sociais já passa de 1 bilhão, diz pesquisa.
Só o Facebook
diz ter 900 milhões de usuários. Portanto, não é difícil acreditar nos
números divulgados pelo International Telecommunication Union em sua
pesquisa mais recente: a quantidade de pessoas que utilizam as redes
sociais em todo o mundo já ultrapassa a marca de 1 bilhão.
Afinal, são “apenas” 100 milhões de usuários a mais. Ou seja, 90% das
pessoas cadastradas nos sites de relacionamentos estão no Facebook, que é
de longe a página mais acessada. Depois aparece o Twitter com pouco mais de 200 milhões de usuários e o LinkedIn com cerca de 120 milhões.
Outros serviços se destacam apenas em mercados isolados, como o QG na
China, o Vkontakte na Rússia, o Mixi no Japão e o Orkut no Brasil, na
Índia e no Paraguai. De qualquer forma, independente da página acessada,
as pessoas usam cada vez mais este tipo de site para se comunicar. E é
nisso que o relatório feito pela ITU dá mais atenção.
Segundo eles, não somente as pessoas estão se tornando mais exigentes
como também os serviços estão respondendo e se tornando verdadeiros
meios de comunicação. O Facebook, por exemplo, oferece chamadas por
vídeo e mensagens de texto. O acesso à Internet só cresce e o número de
smartphones vendidos também, comprovando a tendência de que a web e as
redes sociais são os meios de comunicação do presente e do futuro.
O mundo vive num sistema econômico-político-cultural capitalista e o surgimento da sociedade capitalista transformou as manifestações culturais em produto. Este cenário desencadeou a formação da indústria cultural, que é o conjunto de empresas, instituições e redes de mídia que produzem, distribuem e transmitem conteúdo artístico – cultural com o objetivo de adquirir lucros.
A heterogeneidade da indústria cultural brasileira é percebida não somente no grau de diversidade cultural e territorial de nosso país, mas por focar conteúdos de culturas estrangeiras em detrimento de nosso conteúdo nacional. Quando ocorre em nossas mídias uma exposição de nossos valores e identidades, há o abarcamento de interesse comercial que interfere no que deve ser mostrado para adquirir audiência.
A produção da indústria cultural é direcionada para o retorno de lucros tendo como base padrões de imagem cultural pré – estabelecida e capazes de conquistar o interesse das massas sem trabalhar o caráter crítico do expectador. Para se manter e conquistar público , a produção cultural não objetiva somente a expressão artística , quando esta planejada sob pretensões profissionais.
A expressão tendencial elaborada com elementos artísticos é incluída num produto cultural como forma de diferenciação. A indústria cultural assim como toda indústria está atenta a custos, distribuição e retorno de lucros.
Um forte exemplo de indústria cultural é a televisão que apresenta pontos positivos em possuir ótima cobertura geográfica, penetração de público e variedade de conteúdo em vários horários, mas ao mesmo tempo apresenta conteúdos sensacionalistas e que escapam do consciente do expectador, cujo indivíduo possa vir a entrar em estado de alienação. Em outras mídias há o uso do termo “cult”, termo em inglês que significa obras com características específicas e com público direcionado e devoto.
A arte em geral , as manifestações histórico – culturais e a identidade de uma região servem como inspiração e conteúdo de obra e produto cultural.Em suma a indústria cultural busca produzir algo que conquiste público e relevância comercial e se ramifique em produtos licenciados.
A faculdade subjetiva do pensar é a razão, ou seja, é a faculdade que julga, discerne, compara, relaciona, calcula, ordena e coordena os meios com os fins. Essa faculdade tornou-se em sua evolução um instrumento formal. A razão não é apenas a faculdade interior do homem, mas ela se personificou nos próprios objetos deste mundo. A razão tornou-se racionalidade. Ela está presente no aparelho produtivo, no aparelho tecnológico e cientifico, nas instituições políticas, no hospital, na escola, no trânsito e na mídia. Em todos os empreendimentos humanos há a relação calculada entre meios e fins. A operação, a coordenação, a ordem, o sistema, o cálculo, a busca da unidade define a racionalidadade em sua eficácia.
O primeiro pensador que desvelou o fenômeno da racionalidade no mundo ocidental foi Max Weber. Weber em seu livro “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, publicado em 1905, diagnosticou que a característica fundamental específica da sociedade ocidental é a racionalização. Ele entende a racionalização como uma “regularização da ação humana” na busca de certos fins específico. Em seus estudos ele percebeu que no ocidente ocorreram fenômenos culturais dotados de “desenvolvimento universal” em seu valor e significado. Por exemplo, a idéia de um estado racionalmente organizado como uma entidade política, com uma constituição racionalmente redigida, um direito racionalmente ordenado, uma administração orientada por regras racionais e com funcionários especializados somente existiu no ocidente. Da mesma forma, a apropriação capitalista racionalmente efetuada e calculada em termos de capital. Tudo sendo feito em termos de balanço, onde a ação individual das partes, baseada no cálculo, só existiu no ocidente. O que weber faz “é postular como racional toda a ação que se baseia no cálculo, na adequação de meios e fins, procurando obter com um mínimo de dispêndios um máximo de efeitos desejados, evitando-se ou minimizando-se todos os efeitos colaterais indesejados”. (FREITAG, 1994, p.90).
Para Weber o conceito de “racionalização” se desenvolveu principalmente pelas ciências ocidentais em suas possibilidades técnicas. “Essa racionalização intelectualista (…) devemos à ciência e à técnica-científica” (Weber, 1993, p.30). O desenvolvimento de uma ciência racional fundamentada em princípios racionais e no método científico é um produto do ocidente. A astronomia fundamentada matematicamente; a geometria demonstrada através da prova racional; as ciências naturais fundamentada na observação e no método experimental; a medicina desenvolvida empiricamente com fundamentos biológicos e bioquímicos é uma descoberta da cultura ocidental. Esse processo de racionalização das ciências atingiu todas as esferas da vida social e tornou o “mundo desencantado”. Tudo o que existe poderia ser explicado pelo conhecimento racional. O mundo deixou de ser misterioso.
Apesar de a racionalização ter começado com as ciências, foi somente com os protestantes que ela adquiriu valor e significado. Foi graças à ética protestante que a racionalidade tornou-se universal, impulsionando o capitalismo. Com os protestantes o capitalismo ganhou consistência, assumiu formas e direções. Foi com o protestantismo que surgiu a organização capitalista assentada no trabalho livre.
Os membros da escola de Frankfurt também fizeram uso, em larga medida, do conceito de racionalidade na teoria crítica da civilização. Pode-se dizer que o objetivo primordial da Escola de Frankfurt é fazer uma crítica radical à racionalidade técnica do ocidente, que tem desencantado o mundo.
No seu livro “Eclipse da Razão” publicado em 1955, Horkheimer define mais amplamente o conceito racionalidade instrumental. Ele distingue duas formas de razão: a razão subjetiva (interior) e razão objetiva (exterior).
A razão subjetiva (instrumental) é a faculdade que torna possível as nossas ações. É a faculdade de classificação, inferência e dedução, ou seja, é a faculdade que possibilita o “funcionamento abstrato do mecanismo de pensamento”. (Horkheimer, 1974, p. 11). Essa razão se relaciona com os meios e fins. Ele é neutra, formal, abstrata, e lógico-matemática. “A razão subjetiva se revela como a capacidade de calcular probabilidades e desse modo coordenar os meios corretos com um fim determinado” (Horkheimer,1974, p. 13).
Por sua vez, a razão objetiva (Logos), conhecida desde a época clássica da história da Grécia, era considerada o principal conceito da filosofia. A razão não é somente uma faculdade mental, mas é também do mundo objetivo. Existe uma ordem, uma harmonia por trás do mundo, uma racionalidade objetiva. A razão se manifesta nas relações entre os seres humanos, na organização da sociedade, em suas instituições, na natureza e no cosmo. As teorias de Platão, Aristóteles, o escolaticismo e o idealismo alemão se fundamentam sobre uma teoria objetiva da razão.
Durante a evolução do conhecimento a faculdade subjetiva do pensar foi tomando o lugar da razão objetiva. A faculdade subjetiva de pensar foi o instrumento crítico que dissolveu os conceitos da mitologia e da filosofia (razão objetiva) como mera superstição. A luta da razão subjetiva contra a mitologia e a filosofia, ao denunciá-las como falsa objetividade, teve que usar conceitos que reconheceu como válidos, como a lógica formal e a matemática. O resultado disso foi que nenhuma realidade particular pode ser vista como racional. A razão na busca de uma objetividade cada vez maior se formalizou. Em sua formalização a razão foi transformando o pensamento em um simples instrumento.
O livro “Dialética do Esclarecimento”, publicado em 1947, escrita a quatro mãos por Adorno e Horkheimer, também mostra-nos como a razão emancipatória objetiva se converteu em razão instrumental subjetiva. O objetivo deste livro foi o de investigar a autodestruição da razão. Por que a humanidade através do progresso técnico e científico não alcançou sua maioridade e sim sucumbiu a um estado de barbárie? Sua tese principal nos revela o lado oculto do esclarecimento, sua história subterrânea. Para adorno e Horkheimer a razão não atingiu seu fim, pois a razão é em sua própria essência um mito: “O mito é esclarecimento, e o esclarecimento acaba por converter-se em mito”. Esses pensadores analisaram o conceito de razão em seu desdobramento dialético, que em sua evolução buscava se emancipar da mitologia e da metafísica conduzindo a sua autonomia e a sua autodeterminação. Contudo, essa razão onipotente, dominadora da natureza, emancipatória, que buscava submeter à natureza e a sociedade à objetividade da razão não atingiu seu fim. A razão se transformou em mera abstração, mero instrumento formal. “Razão significa triunfo da máquina, do trabalho, da natureza útil e grátis, razão mistificada que se realiza como razão instrumental, pela qual a natureza, o útil-grátis, é espoliado pela máquina e pelo trabalho. Mistificada porque é o lado abstrato da regularidade, da disciplina do trabalho legitimador dessa prática de pilhagem – prática do trabalho para o capital, da exploração dos homens para o capital”. (Matos, 1989, 130).
A grande conseqüência da racionalidade instrumental foi à perda da autonomia do indivíduo. A racionalidade técnica eliminou qualquer tentativa de ruptura. O aparato produtivo e as mercadorias se impõem ao sistema social como um todo. Os consumidores dos produtos e das formas de bem estar social tornaram-se prisioneiros do capital. Adorno e Horkheimer detectaram uma civilização que chegou a uma dialética sem síntese. Nós vivemos na eterna contradição entre produtividade e destruição, dominação e progresso, prazer e infelicidade. Não houve a síntese libertadora de uma sociedade livre e feliz.
Todas as nossas sensações,
sentimentos, pensamentos, respostas motoras e emocionais, a aprendizagem e a
memória, a ação das drogas psico-ativas, as causas das doenças mentais, e
qualquer outra função ou disfunção do cérebro humano não poderiam ser
compreendidas sem o conhecimento do fascinante processo de comunicação entre as
células nervosas (neurônios). Os neurônios precisam continuamente coletar
informações sobre o estado interno do organismo e de seu ambiente externo,
avaliar essas informações e coordenar atividades apropriadas à situação e às
necessidades atuais da pessoa.
Como os neurônios processam
essas informações
Isso ocorre essencialmente
graças aos impulsos nervosos. Um impulso nervoso é a transmissão de um sinal
codificado de um estímulo dado ao longo da membrana do neurônio, a partir de seu
ponto de aplicação. Os impulsos nervosos podem passar de uma célula a outra,
criando assim uma cadeia de informação dentro de uma rede de
neurônios.
O processo químico de interação entre os neurônios e entre os neurônios e
células efetoras acontecem na terminação do neurônio, em uma estrutura chamada
sinapse.
Sinapses são estruturas altamente especializadas, que fazem a transmissão de um
impulso nervoso de um neurônio para outro, este impulso pode ser integrado,
bloqueado e modificado. Existem dois tipos de sinapses, sinapse química a grande
maioria, e as elétricas.
Como o cérebro funciona durante a aprendizagem
O cérebro possui uma plasticidade incrível, isso é, sofre alterações a todo o momento. Essas alterações se dão no momento em que o cérebro é estimulado, modificando a sua anatomia.
Segundo Paola Gentile(2005,p.54) o cérebro possui bilhões de neurônios, e cada neurônio pode ter até 100 mil contatos, essa áreas de contato entre neurônios através de partículas de sódio, potássio, cálcio e cloreto é conhecida como área sinaptica onde ocorre a sinapse, isto é, local onde ocorre ligações entre neurônios através de impulsos nervoso ou eletroquímico chamado de potenciais de ação. Esse é um relatório que a autora faz com ralação a nossa comunicação interna, que se da através de neurônios uma vez excitados por estímulos.
Sabe-se hoje que o cérebro armazena fatos separadamente, entre neurônios, e que a aprendizagem se dar quando associados através das sinapses, essa associação ocorre quando novos estímulos provenientes do meio através dos sentidos, são propagados, daí a importância do educador saber como proporcionar esses estímulos.
Emoção e aprendizagem
A memorização é facilitada quando em eventos emotivos, pois ativa o sistema límbico. Mas de que forma isso ocorre? Liberando neurotransmissores, fazendo com que os circuitos cerebrais fiquem mais rápido, facilitando a armazenagem de informações e o resgate das que estão guardadas.
Segundo Dharma Singh (1998) as memórias são transportadas para o armazenamento permanente pelo sistema límbico de duas formas:
Quando o sistema límbico emocional torna-se excitado ou estimulado em relação a um acontecimento ou fato. Isso faz com que produzimos neurotransmissor excitador catecolamina, assim como a noradrenalina, que grava fortemente as memórias no cérebro.
Outra forma de mandar mensagem para um armazenamento permanente é repetindo-as para si mesmo. Mesmo os estímulos mais tediosos podem ser memorizados através da repetição.
Portanto, ao se ter um acontecimento sobre algo, devemos saber em qual forma está sendo o mesmo, se é por lembranças e sendo assim uma forte emoção, ou por ser no presente, com movimentos ou conceitos. No tocante a repetição, ler ou praticar algo por várias vezes, conseguimos aprender o objetivo proposto, porem para facilitarmos a aprendizagem devemos trabalhar com fatores emotivos, como por exemplo, musica, teatro, charada dentro outros relacionados ao conteúdo proposto.
Motivação e aprendizagem
Em aulas diversas já foi observada a dificuldade de assimilação por parte de alguns alunos, onde por falta de interesse ou até mesmo de motivação, assim ficam limitados a condicionamentos que inibem e até mesmo excluem-nos por questões de gênero, raça ou até mesmo dificuldades motoras.
Então o que fazer? Sabemos que a motivação é interna e que cabe ao professor estimular para que de livre espontânea vontade, digo, por interesse próprio participem, pois, quando praticando qualquer atividade com satisfação, prazer, temos a liberação de glutamato que através das sinapses glutamergicas acessa uma rede inteira de neurônios pegando as partículas de memórias juntando as e promovendo a aprendizagem. Segundo Robert M. Sapolsky (1984) as sinapses glutamergicas tem duas propriedades essenciais para a memória:
Primeiro, sua função é não linear. Numa sinapse comum, um pouco de neurotransmissor do primeiro neurônio faz com que o segundo fica um pouco excitado; se um pouquinho de neurotransmissor ficar disponível, um pouquinho mais de excitação ocorre, e assim por diante.
Nas sinapses glutamergicas, certa quantidade de glutamato e liberada, e nada acontece. Mas, quando determinado limiar é ultrapassado, abrem-se as comportas do segundo neurônios, e que segue e uma onda maciça de excitação. É essa onda que se torna essencial para o aprendizado.
A Segunda característica é ainda mais importante. Nas condições adequadas, quando uma sinapse tem uma quantidade suficiente de experiência superexcitatorias causadas pelo glutamato, ela se torna mais excitavel permanentemente. Essa sinapse acabou de aprender algo, ou seja, foi potencializada ou fortalecida. Daí em diante, basta um sinal mais sutil para recordar uma memória.
Memorização a base da aprendizagem
No tangente a memorização, aprendizagem/desenvolvimento intelectual, não podemos deixar de falar sobre Piaget, que contribuiu e contribui até hoje para a educação, servindo de base para muitos autores.
Citada pela autora Ana Merces Bock(1999,p.127) Piaget diz que o homem é dotado de estruturas biológicas, que herda uma forma de funcionamento intelectual, ou seja, uma maneira de interagir com o ambiente que o leva à construção de um conjunto de significados, que em cada estágio de acordo com sua teoria, a criança tem formas diferentes de interação com o meio.
Com toda essa evolução de suas idéias, utilizando o modelo biológico, para a continuação das mesmas, destaca-se a organização, mecanismo que permite ao homem ter condutas eficientes para atender às suas necessidades, isto é, a sua demanda de adaptação. A adaptação - que envolve a assimilação e a acomodação numa relação indissociável - é o mecanismo que permite ao homem não só transformar os elementos assimilados, tornando-os parte da estrutura do organismo, como possibilitar o ajuste e a acomodação deste organismo aos elementos incorporados. ( BOCK A.M.B., FURTADO O. & TEIXEIRA M. de LOURDES 2001,p.127)
O desenvolvimento intelectual resulta da construção de um equilíbrio progressivo entre assimilação e acomodação, o que propicia o aparecimento de novas estruturas motoras. Com todo esse processo descrito, não basta dar estímulos aos alunos, crianças e até mesmo adultos, temos que saber como fazer acontecer todo esse caminho de forma suave e tranqüila, que todos sem exceção, aprendam de formas diferentes. Mas, como isso ocorre?
Temos que criar harmonia (comunicação) com os alunos, conversando na mesma língua deles, a língua que eles entendam. Essa é a forma em que os mesmo interiorizam (interpretam), codificam as mensagens provindas do meio.
Baseada na citação de Antony Robbins, todos nós temos qualidades diferentes de como interpretar os estímulos, que são de três formas a se conhecer: visuais , auditivas e cinestésicas. São as qualidades interiores que as pessoas têm , de apresentarem maior facilidades para aprender quando estimuladas sobre uma dessas formas citadas acima.
As pessoas visuais têm maior facilidade de aprenderem vendo a cena (estática), pode ser um conceito sobre algo ou uma foto sobre determinado assunto.
As pessoas auditivas têm maior facilidade de aprenderem escutando sobre o assunto, tem facilidades de memorização de sons.
Por fim as cinestésicas, que são as pessoas que apresentam facilidades de aprenderem vendo os movimentos sobre o assunto. Pode até criar uma sintonia com o comunicador através de movimentos do mesmo. Essas pessoas prestam bastante atenção nos movimentos dos outros.
Com todas essas qualidades citadas, as pessoas involuntariamente se expressão através das palavras que mais lhe identificam, cinestésicas, auditivas e visuais, com palavras predicadas. Sentir, pegar, em relação a cinestesia (tato), visualizar, estar claro, em relação aos visuais, escutar, ouvir, em relação ao auditivos, dentre muitos outros predicados. Ex. "professor eu não consegui pegar o assunto" (cinestésico), "professor eu não consegui escutar direito o conteúdo" (auditivos) e "professor eu não consegui visualizar o que o senhor falou" (visuais). Portanto cabe aos professores identificarem os tipos de alunos e ministrar as aulas de formas diferentes atingindo a todos.
É valido ressaltar que a forma de memorização mais duradoura é a cinestésica onde a Educação Física Escolar atua com maior exatidão.
Podemos observar que se aprendemos por associação, devemos estimular ao máximo as três formas de memorização afim, de otimizar posteriormente a aprendizagem.
Estimulo memória e aprendizagem
Vimos que o cérebro é uma entidade que está em constante interação com o meio através de estímulos que vem a facilitar ou dificultar a memorização.O cérebro está sempre querendo fazer conexões entre as memórias novas e as já existentes, trata-se de um sistema biológico aberto e flexível, que cresce e transforma a si próprio em resposta a desafios e que encolhe na falta de uso. Então não existe dois cérebros iguais, pois, uma vez que a aprendizagem modifica-o quanto mais uma pessoa aprende, mais diferenciado torna-se o cérebro.
Sendo o cérebro uma entidade biológica com uma fenomenal plasticidade, devemos estimular os alunos a desenvolver o poder de memorização através de plano de aula que venha atender as necessidades, quanto ao armazenamento de informações (experiência) para quando associadas, possibilitar a aprendizagem sempre respeitando a maturação e dificuldades do individuo.
Inteligência Artificial (IA) é um ramo da ciência da computação que se
propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana de
raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, enfim, a
capacidade de ser inteligente.
Inteligência é a capacidade intelectual para apreensão e compreensão das coisas , ela é produto de uma operaçao cerebral e permite ao individuo resolver problemas e até mesmo ciar produtos que tenham valor especifico dentro de uma cultura.
Estudantes de vários estados do Brasil promovem na Câmara dos
Deputados um ato em defesa da aprovação imediata do Plano Nacional de
Educação (PNE), em tramitação na Casa.
A ideia, segundo o presidente da União Nacional dos Estudantes
Secundaristas (UNE), Daniel Iliescu, é promover uma série de
manifestações para pressionar o Congresso a aprovar o PNE. Trata-se da
campanha PNE Já! ¿ 10% do PIB em Educação e 50% dos Royalties e do Fundo
Social do Pré-Sal para Educação, Ciência e Tecnologia.
Apesar de a UNE reivindicar a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto
na educação e também a destinação de 50% dos royalties do pré-sal no
setor, Iliesco considera o texto do PNE um avanço.
"Reconhecemos que é um avanço, mas limitado", disse. Pela proposta que
tramita em comissão especial na Câmara e pode ser votada hoje, está
prevista, entre outras ações, a aplicação de 8% do PIB na educação.
O PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá alcançar no
prazo de dez anos - entre elas o aumento do atendimento em creche, a
melhoria da qualidade da educação e o crescimento do percentual da
população com ensino superior.
O ponto mais polêmico continua sendo a meta de investimento na área. O
parecer do relator da última versão do substitutivo, deputado Angelo
Vanhoni (PT-PR), propõe que o país amplie o gasto público em educação
dos atuais 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7,5%.
Silvia Jorgensen
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Mostra de arte e técnologia, no Itaú Cultural SP
Com o tema “autonomia”, mostra reúne engenhocas aontece a quinta
edição da Bienal Internacional de Arte e Tecnologia abre para o público
nesta quinta (1º) no Itaú Cultural, em São Paulo.
Depois de “interface e emergência”, é o conceito de autonomia que orienta Emoção Art.ficial 5.0 – Autonomia Cibernética,
com 11 trabalhos de artistas da Alemanha, Brasil, Estados Unidos,
Canadá, Austrália e Portugal. Nesta mostra, terá atrações como, aranhas
de metal que se movimentam, um robô retratista e uma cabeça flutuante
que conversa com o público.
Em paralelo, haverá um simpósio entre os dias 1 e 3 de julho com
pensadores como Murray Campbell, do Departamento de Ciências da
Matemática da IBM em Yorktown Heights, Jon McCormack, artista
australiano e pesquisador de novas mídias, e Paul Pangaro, do
Massachusetts Institute of Technology.
Emoção Art.ficial 5.0 – Autonomia Cibernética http://www.portalbarueri.com/cultura/mostra-de-arte-e-tecnologia-no-itau-cultural-sp/
Ingrid Nascimento Da Silva Curso de Pedagogia
o que é inteligencia arte fácil
Garota de quatro anos tem Q.I quase igual ao de Einstein
Uma menina britânica de quatro anos foi aceita na Mensa, sociedade
inglesa internacionalmente conhecida por ser formada por pessoas de alto
QI. Segundo o jornal "Daily Mail", o nível de inteligência da pequena
Heidi Hankins é de 159, apenas um ponto abaixo do cientista Stephen
Hawking e do legendário Albert Einstein.
O teste, desenvolvido especialmente para crianças da sua idade com uma
mistura de quebra-cabeças e jogos com palavras, foi aplicado em Heidi
depois que professores de sua creche disseram que estavam tendo
dificuldades em encontrar atividades que fossem desafiar suas
capacidades. O resultado impressionou os examinadores, que afirmam que a
média de pontuação para um adulto é 100.
Heidi, que já sabe somar, subtrair, desenhar figuras e escrever frases,
costumava ler livros para crianças com sete anos quando tinha apenas
dois anos de idade. De acordo com o relato do pai de Heidi, Matthew, ao
jornal britânico, a pequena gênia já fazia sons logo após nascer e,
quando completou um ano, "seu vocabulário era relativamente bom. Agora é
muito bom". Com 18 meses, ela aprendeu a ler sozinha, com a ajuda de um
computador, afirmou o pai. "Notamos que ela estava usando o mouse para
navegar, e clicando em botões que diziam 'OK' e 'Cancelar'", contou.
Matthew disse ainda ao "Daily Mail" que, quando Heidi tinha apenas dois
anos, leu um conjunto de livretos em cerca de uma hora, demonstrando
habilidade semelhante à de crianças de sete anos. Além disso, Heidi
apresenta maior destreza para desenhar que as crianças de sua idade,
produzindo desenhos detalhados, em vez de figuras genéricas.
O pai negou ao jornal que estimule a garota, e afirmou que, além de se
interessar sozinha por livros, também brinca com bonecas e legos como
uma criança normal. Agora, ele espera que ela possa pular um ano na
escola para se sentir mais desafiada.
A oficina Modos de Aprender II, foi instigadora.
Refletimos sobre a complexidade do ensino e da aprendizagem. Sendo a
didática uma ciência que tem como laboratório a sala de aula, ela se
sustenta em três pilares – psicológico, sociológico e antropológico. Na
atividade Modos de Aprender I consideramos o viés psicológico com os
pensadores Piaget e Vygotsky, em Modos de Aprender II, a discussão foi
voltada para as questões sociológicas e o pensador convidado foi
Bourdieu.
Uma das grandes defesas de
Bourdieu foi à teoria da reprodução, na qual defende as ideias do
capital social e cultural como responsáveis pela violência simbólica, ou
seja, a criança que pertence a uma classe social econômica inferior, a
qual tem habitus diferentes daqueles que compõem o topo da pirâmide
econômica, são educados segundo os habitus destes últimos, pois são os
que foram eleitos como modelo. Gera-se uma reação na base, por terem o
seu capital cultural negado e não conseguir se adaptarem ao que é
imposto às vezes reagem por se rebelarem, ora com a força física, ora
com a indiferença, contra os que representam a instituição em que
estudam.
Mais
concretamente, Bourdieu observa que a comunicação pedagógica, tal como
realizada tradicionalmente na escola, exige implicitamente, para seu
pleno aproveitamento, o domínio prévio de um conjunto de habilidades e
referências culturais e linguísticas que apenas os membros das classes
mais cultivadas possuíam. (NOUGUEIRA, NOUGUEIRA, 2002, p. 30)
Partindo
dessa observação afirma-se que quem está base nunca chegará ao status
do conhecimento daqueles que se encontram no topo, por mais que se
esforcem. Essa afirmação me intriga, pois o próprio Bourdieu é um
exemplo de possibilidade contrária ao que ele defendeu, ele é de origem
da base da pirâmide econômica, entretanto chegou ao status intelectual
da elite.
Interessante, considerando
que nós professores de ensino fundamental em escola pública, estamos lá
pela segunda camada da pirâmide econômica, isto é, temos os mesmo
habitus dos nossos alunos, entretanto queremos educá-los de acordo com o
capital cultural dos que se encontram no topo. Ou seja, violentamos
nossos alunos na mesma medida em que somos simbolicamente violentados.
Quanta alienação!
Para me deixar mais intrigada as múltiplas inteligências perpassam
pela questão genética, como mostra a metáfora da janela. Nascemos com
várias janelas, algumas escancaradas, abertas, ente abertas, fechadas e
outras ainda lacradas. O ambiente em que crescemos possibilitará a
abertura de todas as janelas, ou não. Sendo assim, se a minha janela
musical é escancarada posso aprender a ser musico quer na base da
pirâmide econômica ou no seu topo, principalmente partindo do princípio
de que as instituições escolares têm como modelo o topo, o que se
subentende que haverá as mesmas condições de aprendizagens para ambas as
crianças. O que é inquestionável nessa discussão é que quanto mais
janelas abrimos e quanto mais elas interagem entre si mais inteligente
nos tornamos.
Professores relatam desvalorização da categoria; veja os depoimentos
Marjorie Ribeiro - 30/04/12
Neste 1º de maio, o Portal Aprendiz procurou
professores da rede pública de diversos estados para saber quais são as
principais demandas da categoria. Baixos salários, carga horária pesada e
falta de uma qualificação adequada são algumas das reivindicações
recorrentes à profissão que reclama do descaso geral do Estado.
Acompanhe os depoimentos:
Paulo Brito é professor de Geografia e Cîências Ambientais.
Pedro Paulo Brito – Manaus / AM
O processo de formação continuada na cidade de Manaus ou mesmo no
Amazonas ainda é algo que está longe da realidade. O que há é uma
reciclagem em forma de palestra por parte de pedagogos que nunca
estiveram em uma sala de aula, fazendo com que a maioria dos professores
não tenha de fato a qualificação necessária.
Não vejo qualquer avanço [nas questões relacionadas à categoria], o
que existe é uma espécie de cala boca com algumas bonificações, aumento
de fato não existe a não ser de trabalho. Nós professores não precisamos
de notebook, tablets ou pen drive o que queremos é que as leis sejam
respeitadas e um piso salarial justo e digno.
Moisés é professor de Engenharia Agrícola.
Carlos Moisés Medeiros – Manaus / AM
O investimento na educação é irrisório, apesar dos recursos
financeiros de que o país dispõe. Vejo que a educação não é levada a
sério pela classe política e nem pela sociedade.
A pauta de reinvidicação dos professores é a de sempre, reajustes
salariais e melhores condições de trabalho, que só podem ocorrer com
aumento de investimento do poder público na educação.
Ultimamente só ocorrem falácias, muita discussão e pouca ação, a
educação é tocada como bandeira política, não há efetivação concreta das
ações.
Giuliano Mendonça é professor de História.
Giuliano Vandson Mendonça – Fortaleza /CE
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), declarou à imprensa que
professor não deve exigir aumento salarial e que deve trabalhar por
amor. Hoje um professor estadual ganha pouco mais de 2 salários mínimos.
No último concurso passaram cerca de 3.500 profissionais. Com pouco
mais de 6 meses, após iniciarem a carreira no magistério, 800
professores já haviam desistido. Principal causa? Desvalorização.
A profissão em todo o Brasil é extremamente desvalorizada. Não é de
interesse da elite brasileira e dos políticos terem uma população que
pense. Uma população crítica não aceitaria tudo que acontece de
irregularidades, de corrupção e principalmente de impunidade. Por isso,
enquanto os políticos entenderem a educação e a valorização do professor
como um gasto e não como um investimento, o Brasil continuará do jeito
que está. Nos últimos dez anos, as exportações cresceram, mas e os
índices sociais? Saíram de péssimos para ruins.
Denise é professora de Geografia.
Denise Pessoto – Presidente Bernardes / SP
Durante todo o governo PSDB, que está no poder há vários anos, todas
as mudanças foram feitas de cima para baixo, não havendo consultas à
categoria. Os reajustes salariais acontecem esporadicamente e sem
respeitar a data-base. A grade curricular é alterada e aulas aumentam ou
diminuem sem critérios justificáveis.
As mudanças e investimentos acontecem, mas nenhuma delas contemplam
as necessidades reais dos professores. O resultado é que a qualidade do
ensino, que não passa apenas pelas mãos dos professores, vem piorando
ano após ano. A educação necessita de medidas concretas e não de medidas
paliativas que mascaram a realidade.
Diego Navarro é professor recém-formado.
Diego Navarro – São Paulo / SP
Acredito que o maior desafio da categoria docente, ao menos no âmbito
do governo do Estado de São Paulo, seja voltar a se enxergar como uma
única categoria profissional, e posteriormente voltar a acreditar na
força que podemos ter. Nossos governantes comandaram um verdadeiro
desmantelamento da categoria, o que acabou servindo não só para
conseguirem contratar mão de obra barata, como também para desmoralizar o
professorado.
Sob uma perspectiva do dia do trabalhador, eu diria que temos uma
tarefa clara: organizar a categoria docente, demonstrar para sociedade
(e para nós mesmos) a importância política que tal categoria carrega e
mobilizar nossas forças para fazer com que o governo nos trate com a
dignidade que merecemos.
Crianças realizam múltiplas tarefas ao mesmo tempo
Pelo computador e pelo celular, as crianças conversam
com vários amigos, jogam videogame e ainda discutem
com os pais. Foi-se o tempo em que criança bem-criada e educada era
aquela que tinha horário para tudo e não misturava as coisas.
Cercadas de aparelhos eletrônicos que dominam desde
cedo, as crianças da era dos estímulos constantes e simultâneos são
capazes de executar três, quatro, cinco atividades ao mesmo tempo – e
prestar pelo menos alguma atenção a todas elas.
Têm até uma designação, dada por especialistas em
nomear coisas que todos sabem o que são, mas não como se chamam: são
crianças multitarefas, e encaram isso com total naturalidade. "Eu tenho
de ficar atenta a tudo. Parece que tenho quatro olhos e quatro ouvidos",
descreve Beatriz Dreger, 10 anos, que costuma ouvir música, conversar
on-line com os amigos, checar mensagens e ainda deixar a televisão
ligada à espera de seus programas preferidos, tudo isso enquanto faz a
lição de casa. E Beatriz é ótima aluna.
Pesquisa realizada em maio pela Turner Internacional
do Brasil, responsável pelo canal pago de televisão Cartoon Network,
confirmou que 73% dos meninos e meninas entre 7 e 15 anos têm o hábito
de combinar um número de tarefas simultâneas que varia de três, para os
menores, a até oito, no começo da adolescência. "A princípio, uma coisa
chama mais atenção do que outra. Mas a partir dos 9 anos a criança já
consegue dividir a atenção de maneira equilibrada", diz a publicitária
Renata Policicio, que coordenou a pesquisa. "Como não querem perder
tempo nem informação, ficam ligadas em tudo e absorvem como
esponjinhas."
Uma explicação para o fenômeno é neurológica: o
cérebro infantil, superestimulado, funciona a mil. "Qualquer teste de
desenvolvimento de inteligência mais antigo concluirá que a criança de
hoje é gênio", afirma o neurologista infantil José Salomão
Schwartzman,70, professor de pós-graduação da Universidade Mackenzie, de
São Paulo. "De fato, ela é mais inteligente, porque tem o cérebro
exposto a uma quantidade crescente de estímulos desde cedo e estabelece
precocemente um número maior de conexões entre neurônios", explica.
Os resultados espantam pais e professores. "Para
estudar, eu precisava de silêncio. Meus filhos Guilherme, de 11 anos, e
Heloísa, de 8, não ligam para isso", diz Rita de Cássia da Silva, 36,
uma das 29 mães que aceitaram o convite dos pesquisadores para anotar
todas as atividades das crianças durante quatro dias. "O momento mais
surpreendente para mim foi quando vi que minha filha falava ao telefone
com um primo sobre um trabalho da escola, conversava pelo MSN – notebook
no colo – com uma prima e ainda estava de olho na televisão", lembra
Rita.
Outra que levou susto foi a gerente de loja
Jacqueline Waiswol, 37, que também fez um diário das atividades do
filho, Thomas, 7. "Um dia ele estava jogando videogame, brincando com um
bonequinho e, com o rabo do olho, assistindo a um seriado na TV",
lembra. "Perto dele, minha filha me dizia aonde precisava ir à tarde.
Thomas, sem parar nada do que estava fazendo, declarou: ‘Eu não vou
junto’." Estranhamente, funciona. "Na avaliação das próprias crianças
pesquisadas, a tecnologia faz com que elas sejam mais rápidas no
pensamento e na hora de escrever", diz Renata Policicio, a coordenadora
da pesquisa.
Há pontos negativos, evidentemente. Um deles é a
crescente dificuldade de relacionamento pessoal para a meninada, que,
quando não está na escola, ocupa boa parte de seu tempo com jogos e
amigos virtuais. "Nada substitui a relação pessoal. É através dela que a
criança aprende a trabalhar em equipe, lidar com as frustrações e ceder
nos momentos adequados", adverte a psicóloga Suzy Camacho, autora do
livro Guia Prático dos Pais.
Consciente das limitações da vida virtual, a gerente
de vendas Angelita Baliú, 42, do Rio de Janeiro, tenta expandir os
horizontes do filho Eric, 10. Ele só tem autorização para ficar uma hora
por dia no computador e uma hora jogando videogame. "Se deixar, passa o
dia todo, mas faço questão de que ele desça para brincar com outras
crianças", diz Angelita. Eric até sobrevive sem eletrônicos, mas
continua a diversificar suas atenções. "Já o peguei lendo um livro
enquanto fazia o dever de matemática e assistia ao noticiário na TV",
conta a mãe. "E ainda comentou uma reportagem."
Com crianças assim, professores comprometidos com
resultados precisam se esfalfar para tornar suas aulas atraentes.
"Apela-se para todos os recursos tecnológicos disponíveis. GPS para
explicar geometria, pesquisa na internet para quase tudo", descreve
Sérgio Boggio, 61, diretor de tecnologia aplicada à educação, do Colégio
Bandeirantes, em São Paulo.
Para crianças agilíssimas no teclado (inclusive com
os polegares, esse apêndice subutilizado que o celular e o videogame
tornaram indispensável), o Instituto GayLussac, de Niterói, oferece
revisões e lição de casa on-line. Giovanna Saffi, de 9 anos, acha
normal. Aluna da 3ª série da escola, ela já foi blogueira do suplemento
infantil de um jornal e se orgulha de ter aprendido sozinha a digitar
com os dez dedos. "Divido o teclado em duas metades e uso o polegar para
as teclas do meio", ensina.
A rapidez e a multiplicidade podem ter certo custo.
"Percebo que as crianças processam rapidamente um número maior de
informações, mas num nível superficial. Ir fundo num assunto é difícil
para elas", diz o professor Boggio. "Isso acontece porque o cérebro
humano dispõe de capacidade limitada e, conseqüentemente, para ter
eficiência máxima, precisa que o foco de atenção seja também limitado",
explica o neurologista Schwartzman. Autor de um livro sobre o transtorno
do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), Schwartzman traça uma
relação, cautelosa como exige um tema de semelhantes dimensões, entre a
propagação da multitarefa no universo infantil e o aumento de crianças
diagnosticadas com o distúrbio. "Uma das causas, com certeza, é o fato
de que se expõe a criança a um número excessivo de estímulos, sob
pressão para que ela seja cada vez mais veloz em várias atividades",
diz.
Para quem tem presshttp://www.universitario.com.br/noticias/n.php?i=5284a em determinar as conseqüências
futuras das atividades simultâneas, a ciência ainda responde em ritmo do
passado. "Vamos ter de esperar uma ou duas gerações para saber se a
multitarefa será predominantemente positiva ou negativa na fase adulta",
acredita Schwartzman.
Por Sandra Brasil.
Ingrid Nascimento Da Silva
curso de pedagogia
O que é WebQuest?
Webquest é uma atividade de aprendizagem que aproveita a imensa riqueza de informações que, dia a dia, cresce na Web.
O conceito de webquest foi criado em 1995, por Bernie Dodge, professor da universidade estadual da Califórnia, EUA, como proposta metodológica para usar a Internet de forma criativa.
Dodge a define assim:
"Webquest é uma atividade investigativa, em que alguma ou toda a informação com que os alunos interagem provém da Internet."
Em geral, uma webquest é elaborada pelo professor, para ser solucionada pelos alunos, reunidos em grupos.
A webquest sempre parte de um tema (o Egito Antigo, por exemplo) e propõe uma Tarefa, que envolve consultar fontes de informação especialmente selecionadas pelo professor.
Essas fontes (também chamadas de recursos) podem ser livros, vídeos, e mesmo pessoas a entrevistar, mas normalmente são sites ou páginas na Web.
É comum que a Tarefa exija dos alunos a representação de papéis (faraó, arquiteto, escravo), para promover o contraste de pontos de vista ou a união de esforços em torno de um objetivo.
Bernie Dodge divide a webquest em dois tipos, ligados à duração do projeto e à dimensão de aprendizagem envolvida:
Webquest curta - leva de uma a três aulas para ser explorada pelos alunos e tem como objetivo a aquisição e integração de conhecimentos.
Webquest longa - leva de uma semana a um mês para ser explorada pelos alunos, em sala de aula, e tem como objetivo a extensão e o refinamento de conhecimentos.