sábado, 31 de março de 2012



Tecnologias de informação e comunicação na Educação.

Reforçando a parceria com a Divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática, a Wow! trabalhou na renovação do material de divulgação da Escola do Século XXI. O novo catálogo apresenta o Portal Educacional aliado às soluções em hardwares voltadas à educação. Com o mote “Tecnologia para seus alunos viverem o conhecimento”, ele traz imagens de jovens interagindo com as soluções oferecidas pela Divisão de Tecnologia Educacional. O catálogo que apresenta as soluções tecnológicas voltadas aos ensinos Fundamental e Médio será divulgado junto a instituições de Ensino Particular em todo o Brasil.

PERSPECTIVAS ATUAIS DA EDUCAÇÃO

 MOACIRGADOTTI Professor da Universidade de São Paulo e Diretor do Instituto Paulo Freire.
Autor, dentre outras obras, de Perspectivas atuais da educação.

Aprender a conhecer ¾ Prazer de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento, curiosidade, autonomia, atenção. Aprender mais linguagens e metodologias do que conteúdos, pois estes envelhecem rapidamente.
Aprender a fazer ¾ É indissociável do aprender a conhecer. A substituição de certas atividades humanas por máquinas acentuou o caráter cognitivo do fazer. O fazer deixou de ser puramente instrumental. Nesse sentido, vale mais hoje a competência pessoal que torna a pessoa apta a enfrentar novas situações de emprego, mas apta a trabalhar em equipe, do que a pura qualificação profissional.
Aprender a viver juntos ¾ a viver com os outros. Compreender o outro, desenvolver a percepção da interdependência, da não-violência, administrar conflitos. Descobrir o outro, participar em projetos comuns. Ter prazer no esforço comum. Participar de projetos de cooperação.
Aprender a ser ¾ Desenvolvimento integral da pessoa: inteligência, sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa. A aprendizagem não pode ser apenas lógico-matemática e lingüística. Precisa ser integral.
Cidadania ¾ O que implica também tratar do tema da autonomia da escola, de seu projeto político-pedagógico, da questão da participação, da educação para a cidadania.
Planetaridade ¾ Podemos nos perguntar como Milton Nascimento: "para que passaporte se fazemos parte de uma única nação?" Que conseqüências podemos tirar para alunos, professores e currículos?
Sustentabilidade ¾ Esse tema deverá dominar muitos debates educativos das próximas décadas. O que estamos estudando nas escolas? Não estaremos construindo uma ciência e uma cultura que servem para a degradação/deterioração do planeta?
Virtualidade ¾ A informática, associada à telefonia, nos inseriu definitivamente na era da informação. Quais as conseqüências para a educação, para a escola, para a formação do professor e para a aprendizagem? Conseqüências da obsolescência do conhecimento. Como fica a escola diante da pluralidade dos meios de comunicação? Eles abrem os novos espaços da formação ou irão substituir a escola?
Globalização ¾ O global e o local se fundem numa nova realidade: o "glocal". O estudo desta categoria remete à necessária discussão do papel dos municípios e do "regime de colaboração" entre União, estados, municípios e comunidade, nas perspectivas atuais da educação básica.
Transdisciplinaridade ¾  Como construir interdisciplinarmente o projeto pedagógico da escola? Como relacionar multiculturalidade e currículo? É necessário realizar o debate dos PCN. Como trabalhar com os "temas transversais"? O desafio de uma educação sem discriminação étnica, cultural, de gênero.
Existem muitos outros desafios para a educação. A reflexão crítica não basta, como também não basta a prática sem a reflexão sobre ela. Aqui, são indicadas apenas algumas pistas, dentro de uma visão otimista e crítica ¾ não pessimista e ingênua ¾ para uma análise em profundidade daqueles que se interessam por uma "educação voltada para o futuro", como dizia o grande educador polonês, o marxista Bogdan Suchodolski.

http://www.e-wow.com.br/2009/wow/trabalhos_recentes.php

http://educaticsmicassia.blogspot.com.br/2011_01_01_archive.html
 
Ingrid Nascimento Da Silva
Curso: Pedagogia
Universidade:Anhembi Morumbi

quarta-feira, 21 de março de 2012

 As Tecnologias Da Informação e Comunicação na Educação; as perspectivas de Freire E Bakntin

Bakntin
                                                                                              Raquel de Almeida Moraes
                                                                                              Pesquisadora e Professora
                                                                                              Universidade de Brasília, Brasília.D.F.

                                                                                             Ângela Correia Dias
                                                                                             Estudante de Graduação
                                                                                             Universidade de Brasília, Brasília D.F.
                                                              
                                                                                             Leda Maria Rangearo Fiorentini
                                                                                             Estudante de pós-graduação
                                                                                             Universidade de Brasília, Brasília D.F.

Resumo do entendimento sobre a tecnologia da informação e comunicação na educação partir das concepções de linguagem, interação, interatividade e dialogismo nas perspectivas de Paulo Freire e Mikhail Bakhtin. Questionam sobre os recursos tecnológicos como meio de informação e cominação, contendo conteúdos pedagógicos através de atraentes e coloridos desenhos, sons e animação de forma monofônica e monológica. o que chama a atenção o que prende a atenção é práxis do educador com os educados que esta correlacionado à comunicação.



     Paulo Freire










As novas tecnologias propiciam o diálogo entre dois polos da comunicação, possibilitando pequena transformação implicação direto na educação, conforme vai surgindo as novas
Re-confiração para a comunicação humana.
 A educação mediatizada pelas tecnologias da informação e comunicação pode trazer melhorias e transformações para a educação em geral. tendo gerado novos problemas e desafios para os educadores, requerendo muita reflexão para os meios tecnológicos na educação.

Sabendo que tanto fator é pensados e analisados; nos últimos anos o que obriga a obter uma excelência na educação, é exigir estratégias de formação do professor/leitor em educação. Contribuindo para entra em reflexões críticas acerca da tecnologia postas a serviços da informação e comunicação na educação.

o processo municionais vem aparte das teorias sobre dialogismo, de Mikhail Bakhtin e Paulo Freire, tendo algumas considerações acerca da interatividade e da comunicação dialógica,

 a linguem, interação, interatividade e dialogismo proporia como dialógica, sobre o homem e vida, pelo princípio, constituidor da existência humana, esta sujeitos princípios fundador da linguagem como da consciência. vem como significado dos signos( como sons, gesto, imagem, palavra e silencio.


a interação e interavidade são conceitos que a interatividade é intenditacomo possibilidades da interação flexivel.
 hoje a educação gera desafios. no condidiano tradicionalmente na comunicação apresentando caráter linar, impositivos e monológico.
 na espectativas de freire o diálogo sujeito condicões que compoem significados comuns,"Em relação dialóca-comunicativa, interlocutores expressam através o mesmo sistema de signos linguisticos.

Freire crítica o monologismo da comunicação, afirmando o ensino não transferir o conhecimento. pode criar sim possibilidades própria para produzir e construir. assim é explícito coma bardagem de interaçãi e interatividades para o diálogo onde a dimensões criadora de vozes; para a interpretação dos sentidos construtivos e coletivos do pensamento.
  em vista, a comunicaçao é concebida como um ato político e de comunicação.inserida na sociedade, tendo como função capitalista no mero treinamento/ajustamento para o trabalho.
o ecucador leberta e trasforma questões e métodos e tecnicas na educação libertadora de questões metodologicas tradicionais diferentes conhecimento numa sociedade moderna.
a mudança vem como campo consciencia humanamente e modificadora, diz a palavra práxis trabalho de trasnformaçao rodeado o mundo.não pode ser privilégios para alguns, mas direito de todos.
como diz freire (....) o diálogo é este encontro dos homens é uma existencia existecial, o amor é, tamém dialogo. nesta, o que há é patologia de amor: sadismo em quem domina; masoquismo nos diálogo amoroso a chave da emancipação da reflexiçao e da ação numa escola reflexiva.


Entendimento do texto:  As Tecnologia Da Informação e Comunicação na Educação; as perspectivas de Freire E Bakntin
 Conta  Paulo Freire e Bakhtin

 A tecnologia esta correlacionado a educação
 como meio de comunicão   da tecnologia, como vimos a linguagem como desafios da atualidade, no mundo de tantas transformações como avanço de comunicação através de "TV.RADIO.EBOOK.....etc.  e o computador já entrou  como caderno e livro e-books
isso nos proporciona um avanço radical na escola moderna do século 21.
O professor por seu entendimento reflexivo tem como objetivo aplicar seus metas educacionais, e a tecnologia facilitam  no avanço de desenvolvimento cognitivo da criança, e por sua razão a escola tem um papel principal no crescimento    no decorre curricular da criança. Um Ex.: a criança  de hoje já interage com facilidades para estuda sem dificuldades nos trabalhos escolar. Ex.:

« Campus Party proporciona no mínimo 7 mil experiências
A Campus Party e as novas gerações
A cada geração que passa a quantidade de pessoas conectadas à internet aumenta. Prova disso é a presença de crianças, como campuseiras, no Campus Party Brasil 2012. Mesmo que ainda existam pessoas que considerem a tecnologia assunto de adulto, os mini participantes estão aí para dizer o contrário.
Beatriz Cristina de Oliveira, 11 anos, participa pela primeira vez do evento e diz que está adorando. A menina começou a usar o computador quando era criança, aos 7 anos, na escola. Depois, como a vontade de se conectar estava crescendo, pediu uma máquina de presente para o pai. “O computador não era muito bom, não!”.
Sobre as facilidades da internet, Beatriz destaca a rapidez que ela tem ao fazer seus trabalhos da escola. Ela diz que é muito mais fácil acessar algum site de busca e conseguir fazer a sua pesquisa por lá do que ir para a uma biblioteca e ficar horas olhando em livros. Outro ponto interessante que ela comenta é o da sua comunicação com seus amigos. Com seu Facebook feito aos 8 anos, a campuseira diz que gosta de conversar pelo chat do site.
Beatriz diz que a sua geração e a maioria das crianças de hoje em dia se dão muito bem com os computadores e que ela adora ensinar os mais velhos a usar e a se conectar na internet. “Minha avó não sabe nem pegar em um mouse. Eu adoro ensinar pra ela as coisas que eu sei!”.
http://blog.campus-party.com.br/index.php/2012/02/08/a-campus-party-e-as-novas-geracoes/

 Interpretação de : Ingrid Nascimento Da Silva
 Curso: Pedagogia
Universidade Anhembi Morumbi









domingo, 18 de março de 2012

                              Para ler e aprender, crianças preferem ebooks [estudo]





Um novo estudo hoje divulgado pelo Digital Book World revela que, para  ler e aprender, as crianças preferem ebooks aos livros em papel. O estudo, conduzido pelo Joan Ganz Cooney Center, também sugere que as crianças que leem ebooks reteem e compreendem o que leem pelos menos tão bem como quando utilizam livros impressos.
Já os enhanced ebooks (ebooks com componentes multimédia) tendem a distrair do conteúdo textual, pois a taxa de retenção na memória é menor.
Este “QuickStudy” (assim designado pela sua curta duração e amostra reduzida) acompanhou 20 famílias americanas com crianças de idades entre os três e os seis anos durante o verão e o outono de 2011.
http://lerebooks.wordpress.com/2012/01/09/para-ler-e-aprender-criancas-preferem-ebooks-estudo/#respond

 Universidade Anhembi Morumbi
 assinatura: Ingrid Nascimento Da Silva
 curso: Pedagogia

sexta-feira, 16 de março de 2012

Greve de professores



Professores da rede estadual de SP adiam decisão sobre possível greve para o dia 20 de abril



Os professores da rede estadual de São Paulo marcaram uma nova assembleia para o dia 20 de abril, na avenida Paulista, para decidir se entram ou não em greve. Na manifestação desta sexta-feira (16), eles decidiram “aguardar” um posicionamento do governo Geraldo Alckmin (PSDB-SP) sobre a destinação de um terço da jornada de trabalho para atividades extraclasse, regra prevista na lei que criou o piso salarial da categoria.VIDE ORIGINAL

Professores da rede estadual de SP fazem assembleia




Foto 29 de 37 - Cerca de 3.500 professores da rede estadual de São Paulo fizeram nesta sexta-feira (16) uma assembleia na região do Morumbi, zona oeste da capital paulista. Os docentes participaram da greve nacional de três dias convocada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), mas decidiram que vão discutir uma possível greve somente no dia 20 de abril Leandro Moraes/UOL
Mais cedo, presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maria Izabel Azevedo Noronha, afirmou que a Secretaria de Educação havia “acenado” com uma modificação na jornada extraclasse. O órgão enviou uma nota, no começo desta noite, afirmando que "mantém sua Resolução SE 8, de 19 de janeiro de 2012, que adequou a jornada de trabalho docente da rede estadual de ensino ao cumprimento da Lei Nacional do Piso Salarial do Magistério. Também está mantida a decisão de discutir esse tema na Comissão Paritária do Plano de Carreira, tomada em sua primeira reunião, em 31 de agosto de 2011".
A Lei Nacional do Piso Salarial do Magistério Público foi criada em 2008 e determina um valor mínimo que deve ser pago a professores com formação de nível médio e jornada de 40 horas semanais, sendo um terço desse tempo destinado às atividades extraclasse. Segundo a Apeoesp, a secretaria estadual cumpre a remuneração mínima de R$ 1.451, estipulado para 2012, porém, no que se refere à jornada de trabalho, o entendimento que o governo faz da legislação diverge da interpretação do sindicato.
A entidade defende que o tempo de sete aulas seja dedicado a atividades como correção de provas e preparação das aulas. No planejamento atual, esse período é de apenas uma aula.
O conflito de interpretações ocorre porque, segundo a secretaria, cada aula deveria ter 60 minutos, mas, desde janeiro, tem apenas 50 minutos. O governo alega que os dez minutos restante servem para que os docentes promovam as atividades extraclasse. Entretanto, para a Apeoesp, esse período é destinado à mudança de salas de aula e atendimento a alunos.
A secretaria diz que "cumpre integralmente a Lei Nacional do Piso Salarial" e que os professores da rede estadual de ensino têm assegurada uma jornada em sala de aula correspondente a dois terços da carga horária total, que é o máximo permitido pela lei.
Os professores paulistas participaram da paralisação de três dias promovida pelo CNTE (Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação), finalizada hoje. O sindicato afirma que 30% dos docentes pararam; a secretaria diz que total não chegou a 5%.

Postado por Silvia Jorgensen

quarta-feira, 14 de março de 2012

Moradores de rua se tornam pontos de Wi-Fi para Internet


O Festival SXSW - que interliga música, filmes e tecnologia - teve início no último final de semana, no estado americano do Texas, já envolvendo uma grande polêmica: o uso de moradores de rua como pontos de acesso Wi-Fi. A ideia foi criação da agência de publicidade BBH e da organização para desabrigados Front Steps, que reuniu 13 moradores de rua e deu a eles um ponto de acesso wireless com tecnologia 4G e uma camiseta. Eles foram instruídos a se espalharem nos locais ao redor do centro de convenções onde acontece o SXSW. vide original
O festival começou com uma grande polêmica envolvendo moradores de rua (Foto: Reprodução) 
O festival começou com uma grande polêmica envolvendo moradores de rua
Para acessar o ponto de um dos sem-teto, o usuário deve enviar uma mensagem de texto com o nome do indivíduo para o número na camisa dele. Daí então, é enviada uma uma mensagem de volta, com a senha de acesso a rede e, ao fazer login, aparece a opção de doar uma quantia via Paypal, que será depois repassada ao morador de rua que forneceu a conexão. A sugestão é de U$ 2 dólares, cerca de R$ 3,60, a cada 15 minutos de conexão.
Muitos dos participantes do festival não aprovaram a ideia, já que os dizeres da camiseta ("sou um ponto de acesso", em tradução livre) dão a entender que os sem-teto são produtos e não pessoas. No entanto, a BBH se defendeu, dizendo que sua ação trouxe algo de bom: "os sem teto são agora um dos assuntos mais discutidos no SXSW e por isso eles não são mais invisíveis", afirmam.
A agência também garante que todos os dólares doados serão encaminhados em sua todalidade no final da campanha para cada um dos moradores de rua.



Postado por Erika Lovazs

 

Tecnologias Educacionais - Um Novo Desafio

Segundo o blog Webedu, a implantação de tecnologias educacionais causam impactos significativos no processo de ensino e aprendizagem e precisam ser cuidadosamente analisadas. O texto salienta a necessidade de um novo olhar no preparo dos professores, a revisão de metodologias de ensino e a devida utilização dos recursos tecnológicos, deixando claro que ferramentas tecnológicas são um recurso e não um meio.
Maiores informações http://webeedu.blogspot.com/





segunda-feira, 12 de março de 2012


Educação e Tecnologia: uma aliança necessária



Estamos diante de uma bela demonstração de que a modernização da educação é séria demais para ser tratada somente por técnicos. É um caminho interdisciplinar e a aliança da tecnologia com o humanismo é indispensável para criar uma real transformação. (...) Em síntese, só terá sentido a incorporação de tecnologia na educação como na escola, se forem mantidos os princípios universais que regem a busca do processo de humanização, característico caminho feito pelo homem até então”. (RENATO, Eduardo José. Informática e educação, 1997,05).VIDE ORIGINAL

A importância da reforma dos sistemas educativos é apontada pelas organizações internacionais como uma prioridade na preparação dos cidadãos para essa sociedade pós-moderna. Não é à toa que a introdução das novas tecnologias digitais na educação apresentou mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica.”

Entendidas por especialistas e educadores como ferramentas essenciais e indispensáveis na era da comunicação, as novas tecnologias ganham espaço efetivo nas salas de aula. Computadores ligados à internet, software de criação de sites, televisão a cabo, sistema de rádio e jogos eletrônicos. Estas são algumas das possibilidades existentes e que podem ser aproveitadas no ambiente escolar como instrumentos facilitadores do aprendizado.

Entretanto, apesar de muitas escolas possuírem estas tecnologias, as mesmas não são utilizadas como deveriam, ficando muitas vezes trancadas em salas isoladas e longe do manuseio de alunos e professores. Existem, segundo estudos recentes, professores e escolas que não conseguem interligar estes instrumentos às atividades regulares. 
De acordo com o pedagogo Arnaud Soares de Lima Júnior, “o acesso às redes digitais de comunicação e informação é importante para o funcionamento e o desenvolvimento de qualquer instituição social, especialmente para a educação que lida diretamente com a formação humana”. 

No entanto, ele ressalta que os modos de viver e de pensar a organização da vida estão em crise. Está em curso uma mudança qualitativa em virtude da rápida transmissão de informações entre as sociedades, rompendo com isso as barreiras geográficas dos países. 

Por isso, cabe à educação uma parcela de responsabilidade tanto na compreensão crítica do(s) significado(s) desta transformação, quanto na formação dos indivíduos e grupos sociais. Estes devem assumir com responsabilidade a condução social de tal virada, provocada, entre outros fatores, pela revolução nas dinâmicas sociais de comunicação e de processamento de informação”, analisa Arnaud.

Modernização - Neste cenário, a importância da reforma dos sistemas educativos é apontada pelas organizações internacionais como uma prioridade na preparação dos cidadãos para essa sociedade pós-moderna. 

Não é à toa que a introdução das novas tecnologias digitais na educação apresentou mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica. Modelos pedagógicos foram quebrados, tornando-se desatualizados frente aos novos meios de armazenamento e difusão da informação. Neste momento mudam também os conteúdos, os valores, as competências, as performances e as habilidades tidas socialmente como fundamentais para a formação humana.

Apesar de tentar responder a estas questões imediatas, muitos educadores salientam que a inserção, no contexto educacional, destas tecnologias ainda é encarada como uma articulação problemática. 

Esta parceria entre educação e tecnologia é muito difícil de ser efetivada. No que se refere às tecnologias digitais, principalmente, os professores têm dificuldades de interação. Eles já até admitem utilizar o computador e a internet para preparar as suas aulas, mas não conseguem ainda utilizar as mesmas nas suas atividades em sala de aula, como instrumento pedagógico”, observa a pedagoga Lynn Alves.

Para Lynn, o uso da tecnologia não deve se restringir a mera utilização ilustrativa ou instrumental da tecnologia na sala de aula. Exemplo disso, segundo a pedagoga são as aulas de informática de colégios particulares e públicos, que assumem apenas o papel de ensinar o uso dos programas. 

O jovem já sabe disso, ninguém precisa ensiná-lo. Por este motivo, estas aulas acabam se tornando um espaço de “desprazer”, porque os estudantes querem utilizar a tecnologia para criar, re-significar, construir e intercambiar saberes. Infelizmente, este potencial todo a escola ainda despreza”, frisa Lynn. 

Internet e Educação
A Internet é muito mais que um mero instrumento. Além de um dispositivo, ela representa um modo diferente de efetivar a comunicação e o processamento social da informação”. Esta observação é feita por Arnaud Soares Júnior, professor do mestrado em educação e tecnologia da Universidade Estadual da Bahia e autor do livro “Tecnologias Inteligentes e Educação: currículo hipertextual”. 

De acordo com o educador, neste panorama de efetiva transformação, o uso da Internet não representa grande desafio para que os professores aprendam a sua utilização, porque suas funções mais sofisticadas são acionadas até mesmo por intuição. Isso por causa da expressão “interface amigável”, que viabiliza o manuseio rápido e fácil. 

Para acessar a Internet não se requer nenhum grau mais elevado de operação mental. Mas, discriminar suas características tecnológicas, sua lógica de funcionamento, e sua natureza comunicativa e informacional, de modo crítico, criativo e politicamente engajado, requer um processo de formação mais abrangente e conseqüente. Tal não poderá ser feito, por exemplo, pelos cursos relâmpagos de informática, nem pelos treinamentos em informática básica”, analisa o professor.

Já no que diz respeito a utilizar a internet como meio para atrair a atenção dos estudantes, Arnaud salienta que não basta prender a atenção dos estudantes com a tecnologia, porque isto já acontece naturalmente, em virtude das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) exercerem fascínio nas novas gerações. 

A questão mais importante é como garantir uma educação de qualidade com a utilização das TICs e como definir sua utilização mais pertinente em cada contexto de formação. Para tanto devem ser consideradas as condições e as necessidades inerentes a cada contexto, além das novas tensões sociais que aí se refletem em função do crescente processo de globalização”, explica Arnaud Soares. 

Para finalizar, o pedagogo menciona que diferente do que muitas pessoas acreditam, a Internet não é só uma rede meramente técnica e digital. “A Internet dever vista pelos educadores como uma rede de comunicação, de cultura, de socialização e sociabilidade. Ela está relacionada aos interesses políticos e mercadológicos, além de sua dinâmica estar submetida aos efeitos dos desejos e de representações sociais”, conclui Arnaud. 

Jogos eletrônicos: ferramenta importante na aquisição do saber

A presença dos elementos tecnológicos na sociedade vem transformando o modo dos indivíduos se comunicarem, se relacionarem e construírem conhecimentos. Somos hoje praticamente vividos pelas novas tecnologias”.

A partir desta reflexão, Lynn Alves, professora do mestrado em educação e contemporaneidade da Uneb e autora do livro: “Game Over: Jogos Eletrônicos e Violência”, demonstra a importância da tecnologia, em especial os jogos eletrônicos na vida dos jovens contemporâneos.

Encarada por muitos como nocivo e prejudicial ao desenvolvimento cognitivo dos jovens, os jogos eletrônicos vêm ganhando espaço entre vários estudos e demonstram que podem ser mais um instrumento pedagógico no ambiente escolar. Esta reflexão partir da concepção que existe hoje uma geração submerso no mundo da tecnologia, que tem acesso seja através da televisão ou dos vídeos-game ou das LAN house. 

De acordo com estes estudos, os sujeitos nascidos na pós-modernidade estão imersos em um mundo altamente tecnológico. Esta geração é defendida pelos estudiosos como os “nativos digitais” ou “geração mídia”. Uma categoria que vem sendo largamente discutida na atualidade.

Com a utilização de alguns jogos eletrônicos, a exemplo do Simcity, Civilizations e RPG, “os professores podem trabalhar o aprendizado em geografia, história, porque nesse jogo desafia os estudantes a administrar recursos, criar cidades, enfrentar catástrofes, fazer escolhas, planejar, entre outras coisas”, comenta a educadora Lynn. 

Nesta perspectiva, e através do jogo eletrônico, os estudantes são estimulados a saber quais as conseqüências de colocar uma escola perto de uma fábrica poluente, além de verificarem quais os problemas sociais ou de saúde as ações realizadas durante o jogo podem causar.

De acordo com Lynn, até mesmo nos jogos violentos, tanto crítica por inúmeros pais, podem servir de fonte de aprendizado e estímulo entre o público jovem. “Você pode trabalhar a questão cognitiva, pois estes jogos exigem uma habilidade sensorial e motora muito grande, tomada de decisão e planejamento estratégico”, conclui Lynn.



iltim Lopes · Salvador, BA 
Importantíssimo!

Esse texto é super interessante. Aborda questões chaves para o desenvolvimento do país: evolução tecnológica e educação. E mais, a aliança entre os dois para a formação de pessoas e para o progresso! 

Algumas experiências aqui mesmo em Salvador são marcantes nessa linha de pensamento. O trabalho de ONGs como o CRIA (www.criando.org.br) e a CIPÓ (www.cipo.org.br), a pesquisa em educação e comunicação das Universidades Estaduais (com a professora Lynn Alves da UNEB) e Federais (como as pesquisas do grupo de Educação e Comunicação da FACED/UFBA).

   Ingrid Nascimento Da Silva                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     
   Curso: Pedagogia
   Universidade Anhembi Morumbi